Implantes

Quanto tempo dura um implante dentário?

O implante em si não tem prazo de validade — o que determina a durabilidade é a gengiva, o osso e a manutenção. Entenda o que faz um implante durar décadas e o que o faz falhar.

Dr. Dario TotiImplantodontia· 6 min de leitura

É a pergunta que aparece em toda primeira consulta de implante, e a resposta honesta incomoda um pouco: depende menos do implante e mais do que acontece em volta dele.

As três coisas que determinam a durabilidade

1. O planejamento antes da cirurgia

Implante colocado sem tomografia, sem avaliar volume ósseo e sem saber qual prótese vai em cima dele é aposta. A posição do implante precisa ser definida a partir de onde o dente vai ficar — e não o contrário. Quando essa ordem se inverte, o resultado costuma ser uma coroa com formato estranho, difícil de higienizar, que cria problema anos depois.

2. A saúde da gengiva

Existe uma versão da doença periodontal que ataca especificamente o implante, chamada peri-implantite. Ela destrói o osso ao redor de forma silenciosa e é a principal causa de perda de implante a longo prazo. Paciente com histórico de doença periodontal precisa ter isso tratado e controlado antes, e acompanhado depois.

3. A manutenção

Implante exige a mesma higiene de um dente natural, e uma consulta de manutenção periódica com o profissional. Não é opcional — é o que permite identificar inflamação enquanto ela ainda é reversível.

Então, quanto tempo?

Com planejamento correto, gengiva saudável e manutenção em dia, é razoável esperar que o implante dure décadas. Muitos implantes instalados há mais de 20 anos seguem em função. O que costuma precisar de substituição antes disso é a coroa, que sofre desgaste natural do uso — e cuja troca é um procedimento simples, sem mexer no implante.

O que reduz drasticamente esse prazo: tabagismo, diabetes descompensada, bruxismo não tratado e ausência de acompanhamento. Nenhum desses é impeditivo, mas todos precisam entrar no planejamento.

O que perguntar antes de fechar

  • Foi feita tomografia? A posição do implante foi planejada a partir da prótese final?
  • Minha gengiva está saudável o suficiente, ou preciso tratar antes?
  • Qual é o protocolo de manutenção e com que frequência?
  • Quem faz a parte cirúrgica e quem faz a prótese — e eles conversam entre si?

Essa última pergunta importa mais do que parece. Quando cirurgia e prótese são planejadas por profissionais que não trocam informação, o problema aparece na hora de instalar a coroa — e aí já é tarde para mudar a posição do implante.

Perguntas frequentes

Implante pode dar cárie?

Não. Titânio e cerâmica não cariam. Mas a gengiva ao redor pode inflamar e o osso pode ser reabsorvido — é a peri-implantite, e é o que realmente ameaça um implante a longo prazo.

Preciso trocar o implante em algum momento?

O pino, em geral não. A coroa instalada sobre ele pode precisar de substituição ao longo dos anos por desgaste, o que é um procedimento simples e não envolve nova cirurgia.

Fumante pode fazer implante?

Pode, mas o cigarro aumenta significativamente o risco de falha na integração e de peri-implantite. Isso precisa ser discutido abertamente no planejamento, não descoberto depois.

Sobre a autora

Dr. Dario Toti

Implantodontia

Referência da ATMA em implantes. Trabalha com planejamento cirúrgico e protético definido antes da primeira intervenção, em conjunto com o protesista e o periodontista da clínica.

Ver toda a equipe clínica

Precisa de implantes dentários?

A ATMA fica na Vila Olímpia. Agende uma avaliação e converse diretamente com o especialista responsável pelo seu caso.

Continue lendo